quinta-feira, 17 de maio de 2012

Resumo de Filosofia 2 etapa - Eduardo

        Para entender melhor o liberalismo e a forma como este se estabeleceu, é importante, primeiro, tomar conhecimento a respeito de um filósofo contratualista : John Locke. Ele foi um teórico da revolução liberal inglesa (revolução Gloriosa) e com isso, suas ideias, precurssoras do liberalismo, se espalharam pela Europa e pela América no século XVIII. Acreditava que no estado de natureza os indivíduos se uniam diante de um contrato social para formar uma sociedade. Obs: para Locke o estado de natureza era um ambiente em que cada um era responsável por suas coisas e isso podia levar ao conflito (grande parcialidade), por isso firmava-se o contrato social. Era a favor do parlamento e do direito à rebelião contra um governo opressor. Locke defendia a propriedade, e como um burguês, dizia que somente os com bens acumulados teriam o direito de eleger e serem eleitos (voto censitário).
        Tendo como base algumas ideias de Hobbes e Locke, surge o liberalismo clássico. "Liberalismo" tem como definição o conjunto de ideias (éticas, políticas e econômicas) da burguesia. Obs: a burguesia instituiu tais ideias com o objetivo de quebrar a pirâmide social da época e subir ao poder, acabando assim, com o mundo feudal. Pode ser dividido em:

  • Liberalismo Político: vai contra o absolutismo, baseando os argumentos nas teorias contratualistas (no absolutismo o poder era justificado pelo poder divino/tradição/herança e no liberalismo político pelo contrato social). Defendia a representação política, autonomia dos poderes, a limitação do poder central (como a Magna Carta, na Inglaterra) e o voto censitário ( a burguesia era a elite);
  • Liberalismo Ético: defende os direitos individuais (religião, expressão, pensamento...) e era contra a tortura, prisões arbitrárias, etc. instituindo o habeas corpus; 
  • Liberalismo Econômico: era anti-mercantilista, defendendo que as próprias leis de mercado regeriam a economia, com mínima intervenção estatal (mão invisível);
        No século XVIII, as ideias liberais e iluministas foram se espalhando pela Europa. Ao chegarem na França essas ideias se difundiram mais ainda por causa dos enciclopedistas (intelectuais): Montesquieu e Rousseau.
        Montesquieu era de uma família de nobres e desde cedo começa a criticar e e ironizar o clero e a monarquia. Em seus livros ele defende a separação dos poderes de modo a evitar a arbitrariedade e a violência (mais equilíbrio).Montesquieu também é elitista, pois defende os interesses de sua classe e não aprecia a ideia do povo subindo ao poder.
        Rousseau é considerado o iluminista mais importante, se afastando mais da linha de pensamento dos outros (extremamente racionalistas), dando igual importância à razão e à emoção (precursor do romantismo). Diferente de todos os outros, que são elitistas, ele defende a democracia direta. Ele, para explicar o estado de natureza do homem, cria a metáfora do "bom selvagem": os homens, no estado de natureza, cuidam das próprias coisas e vivem de forma harmoniosa, entretanto, com o surgimento da propriedade essa harmonia acaba, surgindo a miséria, escravidão, etc. por conta das diferenças (ricos e pobres). Seu contrato social diz que o povo é quem manda e ele mesmo (povo) obedece as leis que ele criou. Obs: por isso era considerado um "patinho feio": defendia os direitos e participação política de todos, sem excessão. Diferenciou o conceito de vontade de todos (cada um tem desejos egoístas, formando a vontade de todos) e vontade geral (apesar de todos termos vontades individuais, o Estado não pode atender a todos, por isso surge a vontade geral que é um interesse comum a todos).


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