-Romantismo no Brasil - 1˚ e 2˚ geração:
A 1˚ geração romântica era naturalista, por exaltarem a natureza (consideravam que a natureza era algo que o Brasil tinha e os outros países não) e indianista (substituiram o cavaleiro medieval puro e leal por um índio brasileiro com as mesmas características do cavaleiro). Apesar de apresentarem diversas características românticas, a 1˚ geração ainda é uma transição do Arcadismo para o Romantismo. Os principais autores dessa geração são: Gonçalves de Magalhães (era árcade, mas depois de uma viagem para Europa, conhece o Romantismo e inicia o movimento no Brasil; era extremamente arrogante, não aceitava crítica alguma, e o seu primeiro livro foi "Suspiros Poéticos e Saudades") e Gonçalves Dias (principal poeta romântico da 1˚ geração; conhecido pelo ritmo de seus poemas; a "Canção do Exílio" mostra o seu nacionalismo e ele chegou a mudar-se para Amazônia para estudar os índios, além de ter escrito o 1˚ Dicionário Tupi, demonstrando o seu indianismo; os temas, em geral, eram líricos-amoroso).
A 2˚ geração foi o auge do Romantismo no Brasil, por reunir as principais características desse movimento (pessimismo, egocentrismo, subjetivismo, escapismo, etc.). Possuem 3 características importantes: ultrarromânticos (pois concentram as características românticas e expressam-nas de forma acentuada), "mal-do-século" (primeiramente, porque a maioria tinha tuberculose, passando uma ideia de amaldiçoados; segundo, por serem extremamente pessimistas, quebrando a expectativa que as pessoas têm perante aos jovens) e byroniana (pois Lord Byron tinha sido a personificação dessa geração e esse Lord influenciou alguns escritores brasileiros da 2˚ geração). Buscavam a saída do sofrimentos cotidiano nas drogas, bebidas, orgias, etc. Idealizavam a figura feminina, sempre mostrada como frágil, lânguida, pálida..., e como nunca encontravam a mulher idealizada iam prara as orgias.
Ainda na 2˚ geração, destaca-se Álvares de Azevedo. Ele tem dois livros (um em prosa outro em verso) de grande importância: "Noite na Taverna" e "Lira dos 20 anos". "Noite na Taverna" é um livro sem igual na literatura brasileira. A história acontece em uma taverna em que alguns homens (muito bêbados) contam história o mais macabras e obscuras possíveis e que de fato aconteciam no dia-a-dia romântico(não exatamente como no livro). Em "Lira dos 20 anos", Álvares da Azevedo mostra o conflito interno dos poetas românticos. Divide o livro em duas paartes (faces): Ariel e Caliban. A face Ariel é do bem e mostra o interior de um jovem ingênuo, casto e sonhador. O pessimismo é moderado e o amor impossível por uma mulher hiper-idealizada (a mulher era uma fada/sereia/anjo) como em um sonho. Já a face Caliban era o oposto: mostra a "realidade" vista por um romântico. Muito cética, composta por drogados, bêbados, prostitutas e solitários. Álvares de Azevedo é demasiadamente pessimista nessa face. Obs: na face Caliban ele inova o Romantismo, ironizando a idealização amorosa.
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