domingo, 23 de setembro de 2012

Resumo de Sociologia 4 etapa - Márcio

Democracia no Brasil

        Começamos a estudar a democracia no Brasil entendendo o significado do termo "democracia": demo, povo, kratos (cracia), governo. "Governo do povo". No estudo dessa forma de governo, é importante examinar não somente as regras e instituições existentes, mas também a forma de vida (interação do povo-governo) na democracia.
        De 1964 a 1985, o Brasil passou pela Ditadura Militar, em que havia constante repressão do povo pelo governo. Repressão essa que era defendida pelos Atos Institucionais. Só depois de 1988 que os militares deixaram o poder político de lado e pararam de influir na política nacional (coisa que faziam desde a proclamação da república). A partir daí a democracia sofreu uma ampliação no país. Essa ampliação é reflexo da crescente inclusão do povo na participação política, pois o poder sempre esteve concentrado na mão de uma ínfima minoria e boa parte da população estava excluída do processo eleitoral. Só para ilustrar o crescimento da participação do povo, em 1889, só 5% da população votava; hoje mais de 70% da população vota.
        O eleitor brasileiro também passou por uma mudança de mentalidade. A compra de voto, por exemplo, vem diminuindo gradativamente à medida que se intensifica a urbanização e diminui a influência dos "coronéis" (e jagunços, como dizia o Paulo Alves) e seus comandos. O desenvolvimento de regras eleitorais mais claras, o voto secreto, as urnas eletrônicas e a maior fiscalização da justiça eleitoral também contribuíram para essa metamorfose. Não obstante a essas mudanças, o clientelismo (troca de voto por proteção, troca de favores) é, infelizmente, muito comum até hoje.
        Desde a proclamação da república, surgiram vários movimentos que buscavam criar espaços para participação política, defendendo seus direitos. É aí que surgem os partidos políticos. Esses são representações de diversos setores da sociedade que defendem seus respectivos direitos e interesses. Até 1930, os partidos eram somente oligarquias locais que se organizavam para tirar vantagem do Estado (como na política do Café com Leite). No período pós-Era Vargas haviam 3 partidos: UDN (burguesia industrial + classe média urbana); PSD (setores rurais + semi-rurais); PTB (sindicalismo + movimentos operários). Durante a ditadura militar - como peculiaridade dos regimes autoritários - haviam somente 2 partidos (bipartidarismo, ato institucional n˚ 2): MDB (oposição) e Arena (apoio à ditadura). Com o fim da ditadura surgiram os partidos atuais: PSDB, PT, PDT, etc.
        Apesar de terem uma função clara, não os vemos as exercendo de forma plena. O sociólogo Rudá Ricci disse: " os partidos políticos transformaram-se em imensas máquinas empresariais em busca de voto, com uma estruturação burocrática na qual aparecem os administradores partidários, os técnicos de marketing, os institutos de pesquisa e os elaboradores de programas de governo que , muitas vezes, são contratados para fazer o partido ganhar". Atualmente, o que se observa são grupos que se reúnem em torno de corporações e interesses, perdendo assim a capacidade de politizar a sociedade. Esses interesses (bancadas) criam verdadeiras oligarquias regionais, como que regredíssemos à década de 30. No Brasil existe essa visão deturpada de que, como tudo depende do Estado, ele está acima de tudo, fora até da própria sociedade.
        Agora que a democracia já está contextualizada, seguem abaixo algumas observações finais:
  • As formas de eleições indiretas são o plebiscito (o povo vota a respeito de uma lei ou decisão a ser tomada) e referendo (povo vota a favor ou contra uma lei já em vigor sobre determinado assunto). As formas semi-diretas são por meio dos deputados, senadores, etc. As indiretas são da seguinte maneira: se o presidente e o vice morrem, quem assume temporariamente é o presidente da Câmara, do Senado ou do STF (nessa ordem de prioridade). Caso a morte seja nos 2 primeiros anos do mandato, são convocadas eleições diretas 30 dias após a abertura do cargo. Caso seja nos últimos 2 anos, são convocadas indiretas 30 dias após a abertura do cargo.
  • O voto é facultativo para analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos e maiores de 70 anos.
  • O presidente da república pode vir a cometer 2 tipos de crime: de responsabilidade ou comum. Nos de responsabilidade é julgado pelo Senado e fica inabilitado por 8 anos. Nos comuns pode ou não ser julgado pelo STF e não se submete a prisões cautelares (durante o mandato).
  • Princípio da legalidade: "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude da lei". Deu espaço para movimentos sociais, como no artigo 5˚ ou direito de greva.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Resumo de Geografia 4 etapa - Leonardo

Climatologia:

       No estudo do clima, é importante diferenciar os conceitos de clima e tempo, constantemente confundidos. O tempo é algo momentâneo, é o estado da atmosfera em determinado momento, ou seja, muda constantemente com o passar das horas. Já o clima é o padrão dos tempos, alguém precisa estudar os tempos de um determinado lugar por aproximadamente 30 anos até achar um padrão, estabelecendo aí o clima desse local. 
       Diversos fatores influenciam o clima, são eles: 
  • Latitude: no geral, quanto mais alta a latitude (quanto mais ao sul ou ao norte), é menor a incidência de raios solares, menor é a absorção, maior é a reflexão e consequentemente menor é a temperatura. Por outro lado, quanto mais baixa a latitude (próximo ao equador), maior é a incidência, maior é a absorção, menor a reflexão e consequantemente maior é a temperatura. Isso se dá ao fato da Terra ser redonda: os raios solares incidem sob um ângulo de 90˚ no equador e lá são absorvidos mais facilmente, já nas altas latitudes, incidem sob um ângulo diferente de 90˚, facilitando a reflexão.
  • Circulação atmosférica: o ar sempre vai de um local de alta pressão para outro de baixa pressão, por isso sopra de locais com menores temperaturas para locais com maiores temperaturas. Ao se analisar cada trópico separadamente, percebe-se alguns padrões: a célula de circulação de Hadley e a célula de circulação de Ferrel (imagem acima). A célula de Hadley (ventos alísios) sopra de leste para oeste, pois como o ar nas zonas temperadas é mais frio que nas zonas tropicais, a mudança na pressão desses dois locais movimenta o ar. Já a célula de Ferrel sopra de oeste para leste, dos trópicos para o círculo polar.
  • Altitude/Relevo: quanto maior a altitude, menor é a temperatura, por causa da baixa pressão (ar rarefeito)
  • Correntes marítimas: as correntes marítimas frias correm dos polos para o equador. O ar acima dessas correntes frias é seco (por causa da baixa evaporação) e isso faz com que surjam desertos. Já as correntes quentes correm do equador para os polos. O ar é úmido por causa da elevada taxa de evaporação da água.
  • Maritimidade/Continentalidade: são fenômenos que estão relacionados com a proximidade ou distância de um local com grandes quantidades de água. A maritimidade, como o nome já diz, remete a um local próximo à grandes quantidades de água, no geral. Como consequência, esse local é úmido e pouca amplitude térmica (por causa da umidade). A continentalidade remete a um local no "meio" do continente, portanto, longe da água. Essa distância faz com que a umidade seja baixa e a amplitude térmica seja elevada.
  • Fator antrópico: é inegável que o homem vêm alterando o clima, seja com a poluição seja com o desmatamento, entre outros.
         Massas de ar são porções da atmosfera. Elas são formadas em um local com uma determinadas características climáticas e por onde vão, levam tais características. No Brasil temos 5 massas de ar. São elas: MEA, MEC, MTA, MTC e MPA. A MEA (massa equatorial atlântica) é quente e úmida e age no litoral, no Nordeste e na Amazônia. A MEC (massa equatorial continental) é quente e úmida e age no Norte e no Centro-Oeste (no verão). A MTA (massa tropical atlântica) é quente e úmida e age por todo litoral. A MTC (massa tropical continental) é quente e seca e age no Pantanal. A MPA (massa polar atlântica) é fria e úmida e leva chuva ao Sul-Sudeste e friagem ao Norte e Centro-Oeste.

Fenômenos Climáticos:

  • Efeito estufa: esse fenômeno (muito discutido atualmente) é natural e funciona como regulador térmico. O principal gás do efeito estufa é o vapor d'água, que serve para reter temperatura (o calor específico da água é alto e por isso ela é difícil de aquecer e de resfriar).
  • El niño: acontece pelo aquecimento demasiado da corrente marítima fria do Peru. Como a água fria é mais densa, essa corrente fria normalmente corre no fundo, arrastando nutrientes e matéria orgânica. Ao chegar à costa do Peru, batia nas rochas e levava nutrientes para a superfície. Entretanto, com o aquecimento da corrente, esse fenômeno (ressurgência marítima) acaba e afeta, principalmente, os pescadores. Além disso leva seca ao Norte e Nordeste brasileiros e e chuvas ao Sul.
  • La niña: é o oposto do el niño, ou seja, o resfriamento da corrente marítima do Peru. Leva chuvas ao Norte e Nordeste brasileiros e seca ao Sul. 
  • Ilhas de Calor: são o agravamento do efeito estufa nas cidades. Essa "amplificação" do efeito estufa é decorrente da grande absorção de calor pelos materiais utilizados na cidade, como concreto, além da poluição e das poucas áreas verdes. Esse efeito é exclusivamente antrópico, ou seja, causado somente por causa do homem.
  • Inversão Térmica: esse efeito é natural durante os invernos. O ar frio, por ser mais denso acaba ficando próximo do solo nos invernos, assim retém a poluição e não sobe, pois a camada acima é de ar quente. Isso faz com que a poluição fique retida nas camadas mais baixas da atmosfera. Esse fenômeno é facilmente percebido em algumas cidades.

Domínios Morfoclimáticos:

        O clima determina a vegetação de um local e os domínios morfoclimáticos são, justamente, a interação entre o solo, relevo, e principalmente clima com a vegetação local. 
  • Floresta equatorial: essa vegetação é adaptada à umidez (higrófila), pois o clima no local aonde se instala é quente e úmido (com chuvas o ano inteiro). É muito densa e heterogênea, com elevada biodiversidade. As folhas são largas para aumentar a absorção de luz. Como fica sobre o solo-lixiviado (que é muito pobre em nutrientes), a própria biomassa da floresta se sustenta. Esse solo pobre faz com que a floresta equatorial tenda a se tornar um cerrado. Ela abrange 45% do Brasil, mas 18% de sua área já foi desmatada (principalmente por causa da pecuária, extração de madeira, agricultura e usinas hidroelétricas). 
  • Floresta tropical: encontra-se na região litorânea do Brasil. Suas características são desenvolvidas como uma adaptação à ação da MTA, que leva calor e umidade a região. É relativamente parecida com a floresta equatorial, visto que ambas localizam-se em ambientes úmidos e quentes. A principal diferença está no solo, que aqui é rico em nutrientes (massapê e terra roxa). Hoje restam somente 7% da área inicial. O desmate ocorreu por causa dos ciclos econômicos (desde a colonização), urbanização e ocupação.
  • Floresta subtropical: adaptada ao clima subtropical (4 estações bem definidas), ocupa, principalmente, a região Sul do Brasil. O principal bioma é a mata de araucárias. O desmatamento por causa da madeira e agricultura devastou, aproximadamente, 93% da área inicial.
  • Cerrado: o cerrado é adaptado a duas estações bem definidas: a seca e a chuva. As árvores possuem raízes muito profundas para atingirem o lençol freático, casca grossa para evitar a perda e água e proteção, os troncos são retorcidos por causa da acidez do solo. O solo é pobre em nutrientes e há elevada concentração de metais (Fe e Al). Os incêndios servem para limpar e enriquecer o solo, mas os incêndios naturais não ocorrem com frequência. Atualmente restam cerca de 40% da área inicial, principalmente por causa da agro-pecuária e da expansão urbana.
  • Caatinga: a vegetação é denominada xerófila, que significa que é adaptada à seca. As chuvas são raras e o clima é semi-árido. Algumas plantas desenvolvem espinhos para diminuir a perda de água. O desmatamento acabou com 50% de sua área inicial (produção de carvão).
  • Pradarias (Pampas): reveste a região do Sul do Rio Grande do Sul. O solo fértil e a presença de gramíneas criaram um ambiente propício para o desenvolvimento da pecuária.
  • Matas de Transição:
            -Pantanal: está na transição da Amazônia com o Cerrado. É uma planície alagada (ação da MTC) e abriga boa parte da pecuária.
                -Mata dos Cocais: está na transição da Amazônia com a Caatinga. Abriga as palmáceas como o Babaçu e a Carnaúba. Elas servem para produção de cera (utilizada em carros de luxo, por exemplo).

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Resumo de Literatura 4 etapa - Camilla

Romantismo - Prosa:

     Anteriormente estudamos a poesia romântica, que tinha como principais características o pessimismo, a morbidez, etc. lembra? Então, a prosa é totalmente diferente. Enquanto a poesia era "escura" e triste, a prosa assume a noção atual de algo romântico, ou seja, irreal, sentimental, entre outros. A prosa acabou fazendo mais sucesso que a poesia por uma série de fatores que veremos mais adiante.
        Os escritores buscavam a identidade nacional, por isso valorizavam o povo, a língua e a cultura brasileira. Obs: José de Alencar valorizava muito o tupi, pois para ele o português não era a língua naturalmente brasileira, uma vez que havia sido imposta pelos portugueses. Enquanto a poesia romântica tinha sido escrita por jovens burgueses insatisfeitos com a ascensão burguesa ao poder, a prosa é escrita pelos jovens que gostaram dessa atitude. 
        O principal objetivo dos escritores é entreter, fazer uma literatura relaxante e leve, por isso utilizam linguagem simples e direta. Além disso a trama se passa na época vivida (para exigir ainda menos raciocínio na compreensão). Eram bem sentimentais, pois o sentimento é algo universal e que, consequentemente, é compreendido por todos. O enredo era "rocambolesco", ou seja, enrolado, cheio de conflitos e complicações, e a finalidade disso é justamente prender a atenção do leitor. 
       As histórias eram publicadas nos chamados folhetins românticos (um capítulo por edição do jornal) e só depois eram publicadas como livros propriamente ditos. Isso foi fazendo com que fosse criado o hábito que existe até hoje com as novelas. Percebe-se aí que a prosa romântica tem muito em comum com as novelas televisivas atuais em diversos pontos: no enredo, nas personagens planas (sem psicológico desenvolvido), no sentimentalismo, na linguagem simples, etc. Esse foi o verdadeiro legado da prosa romântica.
        Podemos dividir a prosa romântica em 5 tipos. São eles: romance urbano; romance regionalista; romance histórico; romance indianista; romance gótico.

  • Romance Urbano: esse tipo de romance retrata de forma fiel o dia-a-dia urbano. Desde ambientes, costumes e cenas da sociedade burguesa da época. Só lembrando que esse tipo de romance se passava, na maioria das vezes, no Rio de Janeiro, por ser o centro urbano da época. Além disso costumava ditar moda (como em uma novela de TV) e fazer algumas propagandas (algumas personagens de José de Alencar compravam um chapéu, por exemplo, em uma loja que realmente existia). Nesse tipo, encaixam-se "A Moreninha", "Cinco Minutos", "Senhora" e "Lucíola".
  • Romance regionalista: esse romance explora paisagens e costumes de uma determinada região do Brasil. O objetivo de um romance regionalista é mostrar ao leitor novos lugares, como se ele viajasse pelo país. Alguns exemplos são: "O troco do ipê", "O seminarista", "Til", "Inocência" e "O Cabeleira".
  • Romance histórico: a narrativa se passa em um passado histórico, geralmente distante ou lendário, mostrando como era a vida. O pano de fundo é um local não usual e, normalmente, fora da realidade do leitor. Um exemplo é: "As minas de prata".
  • Romance indianista: passado, principalmente, em selvas brasileiras, coloca o índio como um herói, uma lenda. Eleva o índio à condição semelhante de um cavaleiro medieval, na Europa. Cria assim heróis nacionais, míticos e lendários. Duas obras desse tipo são: "O Guarani" e "Iracema".
  • Romance gótico: o romance gótico encontra-se um pouco deslocado. O motivo é que ele  assemelha-se bastante à poesia romântica, pois trata do mórbido, do macabro e do boêmio. Um exemplo é "Noite na Taverna".     

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Resumo de História 4 etapa - Paulo Alves

Independência do Brasil e 1˚ Reinado:

        Como já vimos antes, a situação de Dom João VI em 1821 era um tanto peculiar: caso voltasse a Portugal para atender à revolução do Porto, o Brasil tornava-se independente; caso permanecesse, Portugal o substituiria. A melhor solução encontrada foi deixar seu filho, D. Pedro, para manter o controle de Portugal sobre o Brasil, segundo ele mesmo, "não deixar que o Brasil caísse nas mão de brasileiros".
        Em 1821, o Brasil era composto de, principalmente, escravos. Portanto o poder concentrava-se na mão de uma minoria: a aristocracia rural. Quando D. Pedro assume o poder como príncipe regente, essa aristocracia (fazendeiros) teme bastante, pois vários países estavam abolindo a escravidão e tinham medo de perder toda sua mão-de-obra. O príncipe regente gostaria de ser imperador, mas a princípio não pode. D. Pedro vê no medo dos fazendeiros a possibilidade de atender sua vontade de tornar-se imperador. É nesse contexto que começa a organizar banquetes com os fazendeiros e começa também a soltar indiretas de seu desejo.
        Ao perguntar, em uma dessas confraternizações, se os fazendeiros o apoiariam como imperador, a resposta inicial é um seco "não". Entretanto, Dom Pedro diz que, enquanto imperador, garantia a permanência da escravidão. Nesse momento a resposta aristocrata muda. D. Pedro proclama a independência, com o famoso grito do ipiranga. Esse "grito do ipiranga" não significa a independência do Brasil de forma plena, pois o Brasil era tão governado por portugueses em 1822 quanto em 1500. Significa, sim, somente a transformação sofrida pelo governante: de príncipe regente para imperador.
        Em meio a uma América republicana, aparece um Brasil imperialista. D. Pedro I declarou-se imperador constitucional. Convocou, ainda em 1822, a Assembléia Constituinte, que visava manter a soberania e a centralização dos poderes em suas mãos. Na assembléia, os constituintes representavam as províncias brasileiras. Na Constituição de 1824, escrita por D. Pedro I, estavam os artigos que regiam o Brasil, entretanto em um artigo (mais especificamente o 99) estava escrito: "a pessoa do imperador é inviolável e sagrada: ene não está sujeito à responsabilidade alguma". Com a constituição ele não colocava ninguém, se não Deus, acima do imperador. Estávamos em um regime autoritário, uma absolutismo de direito divino. Essa ação não foi muito bem aceita, acabou gerando movimentos separatistas. 
        O primeiro movimento separatista ocorreu no Nordeste e foi a Confederação do Equador. Surge a proposta da criação de um país separado do Brasil: a Confederação do Equador. Essa proposta foi logo reconhecida por vários países, pois propunha a formação de uma república. Quem liderava o movimento, não formalmente, mas de forma carismática, era o Frei Caneca. É óbvio que a ideia de quebra da unidade nacional não agradou nem um pouco o imperador. Durante as discussões a respeito do novo país, a questão da escravidão gerou controvérsias. Nesse momento de fragilidade que D. Pedro I contrata um exército de mercenários, que invade a Confederação do Equador. Lá ocorre um conflito interno. Frei Caneca é traído e capturado, logo depois é executado. D. Pedro I consegue sufocar o primeiro movimento separatista.
        Em 1824 os EUA reconhecem a independência do Brasil, por causa da doutrina Monroe ("América para americanos"). Em 1825, após pagar 2 milhões de libras sob forma de indenização, Portugal reconhece a independência também. Em 1826, algo ocorre em Portugal que afeta diretamente o Brasil, principalmente a imagem de D. Pedro I : Dom João VI, rei de Portugal, morre.
        A questão é saber quem assumirá o trono português. D. Pedro I é o primogênito, mas está sob controle do Brasil. Por isso seu irmão mais novo, Dom Miguel, acha que o trono não deve ir para o primogênito, visto que ele está ocupado no Brasil, e deve ir a ele, D. Miguel. O desejo de D. Pedro I é colocar sua filha, Maria da Glória, no trono e o desejo de D. Miguel é assumir o poder em Portugal (Game of Thrones?). Isso gera uma enorme tensão entre os irmãos e em seguida a uma guerra. Dinheiro brasileiro era utilizado nessa guerra, o que gerou enorme insatisfação brasileira. Isso levou a todos os jornais brasileiros (65) ficarem contra D. Pedro I. Nessa onda de protestos foi morto o principal jornalista brasileiro: Líbero Badaró. Essa morte aumentou ainda mais o desgosto e piorou a reputação de D. Pedro I. D. Pedro I vai a Portugal e quando volta, faz um tour pelas províncias brasileiras para tentar melhorar sua reputação, em vão. Quando retorna ao Rio de Janeiro acontece um conflito entre portugueses e brasileiros: a Noite das Garrafadas.
        D. Pedro I é forçado a abdicar e retorna a Portugal (consegue expulsar seu irmão do trono). Deixa o Brasil sob regências provisórias, pois seu filho primogênito, Pedro, tinha apenas 5 anos. Durante essas regências, houve conflitos e revoltas. Algumas dessas revoltas, que ficaram mais famosas, foram denominadas Revoltas Regenciais. São elas: cabanagem, farroupilha, sabinada e balaiada. Nesse período existia a Guarda Nacional, que conseguiu sufocar todas as revoltas, com exceção da farroupilha. Essas revoltas eram separatistas e iam contra o futuro poder de Pedro, filho de Dom Pedro I. 
       

Resumo de História 4 etapa - Cássio

Revolução Haitiana:

  • Introdução:

        O Haiti era uma colônia francesa e foi a segunda a conseguir sua independência. Conseguiram sua independência por meio da Revolução Haitiana, que foi muito violenta, com os escravos devastando a população branca. Antes de entrar em detalhes, vamos ver um pouco do que era o Haiti por volta de 1780: o Haiti localizava-se na parte oeste da ilha de Hispaniola (no Caribe) e era a principal colônia francesa (antes da revolução, chamado de Saint Domingue). Era um grande exportador de açúcar (40% do abastecimento mundial) e café (metade do café consumido na Europa era de lá), e o sistema utilizado era o plantation, portanto haviam muitos escravos trabalhando nessas lavouras. Tantos eram os escravos que havia forte presença da cultura africana, principalmente na religião, com o Vodu. Entretanto, a legislação era um tanto racista e marginalizava os negros e mulatos livres. Haviam também assembleias na colônia, embora fossem organizadas por brancos. Ideais iluministas da Revolução Francesa começaram a chegar a Saint Domingue, o que criou grande expectativa. Todavia, nada foi feito frustrando, assim, os negro e mulatos. Esse foi o que motivou a luta pela independência sob forma de revolução.        

  • Motivos:

        A Revolução Haitiana foi ao mesmo tempo uma luta social e racial. Social por ser entre escravos e senhores e racial por ser entre negros/mulatos contra brancos. Além disso, visava o rompimento com a Europa. Os escravos começam a se desentender com seus senhores (comum em uma sociedade escravista), mas em Saint Domingue haviam tantos escravos que era necessário o auxílio militar, para controlar tal situação. Além disso, houve a frustração com os ideais iluministas, já dito.

  • Acontecimentos:

        Em agosto de 1791 começou a revolta dos escravos contra seus senhores. Formaram-se facções de negros e mulatos para lutar contra os brancos, transformando a ilha num verdadeiro caos. Sonthonax, um jacobino francês, é envidado ao Haiti para governar em nome da França. Ele aliou-se aos mulatos e negros e intensificou as perseguições aos brancos. Ainda durante o governo de Sonthonax, os espanhóis que ocupavam a parte leste da ilha das Hispaniolas, invadem Saint Domingue, apoiados pelos monarquistas (brancos) da colônia francesa. Obs: junto aos espanhóis, haviam escravos lutando, dentre eles Toussaint L'Overture.
       Para obter mais aliados, Sonthonax decidiu abolir a escravidão e na França a Convenção Nacional, dos jacobinos, acaba com a escravidão em todas as colônias francesas. Com a abolição, Toussaint sai do lado dos espanhóis e alia-se aos revolucionários.
      Em seguida a Grã-Bretanha tenta invadir Saint Domingue, querendo tomá-la dos franceses, mas não obtêm êxito por causa de várias doenças (como a febre amarela e a malária) e também por causa da violenta resistência dos negros.
        Em 1793 os espanhóis deixam Saint Domingue e perdem seus territórios na parte leste da ilha para os franceses. Em 1798 a Grã-Bretanha também deixa Saint Domingue e a deixa em uma situação peculiar, pois leva o comando branco a um colapso, portanto a colônia fica na mão dos negros.
        Toussaint, juntamente com dois outro negros (Jean-Jacques Dessalines e Henri Cristophe) assume o poder de Saint Domingue em nome dos franceses, mas na prática, governou praticamente sozinho. Conseguiu unificar a ilha de Hispaniola e instalou uma ditadura militar. Saint Domingue estava devastada, e para tentar recuperá-la, Toussaint cria o trabalho forçado, que nada mais é que uma escravidão disfarçada, para recuperar a produção de açúcar e café. Com o governo ditatorial, a popularidade de Toussaint despenca.
        Em 1802, Napoleão decide acabar com a abolição da escravidão, então invade Saint Domingue a fim de recolonizá-la. Envia seu general Charles Leclerc que a princípio parece que sairia vitorioso, ao conseguir capturar Toussaint e enviá-lo para uma prisão (onde acaba morrendo). Por outro lado, essa tentativa de restaurar a escravidão gerou novas revoltas negras (lideradas por Dessalines e Cristopher) cada vez mais intensas e violentas. Muitos franceses morreram por causa de doenças (o próprio general morreu de febre amarela). A França decidiu abandonar o território e Napoleão acaba perdendo 40 mil bons soldados. Obs: a maioria pensa que a primeira (e "única") derrota de Napoleão foi na Rússia, mas na verdade sua primeira derrota foi em Saint Domingue, contra os escravos.
      Em 1˚ de Janeiro de 1804, Dessalines proclama a independência de Sait Domingue, que passa a se chamar Haiti ("terra das montanhas"). Dessalines instala uma monarquia em que ele é o imperador (Imperador Jacques I) até 1806.

  • Consequências:
      A Revolução Haitiana gerou um grande medo que se espalhou pela América. As elites brancas de outras colônias adotaram políticas mais conservadoras, a fim de evitar conflitos com a metrópole. O medo da "haitização" ocorreu principalmente no Caribe e no Brasil, pois tinham sociedades estruturadas de maneira semelhante. Um problema decorrente da revolução foi que os brancos, bem instruídos, ou morreram ou fugiram, isso fez com que o Haiti se empobrecesse. Para essa economia pobre, ainda foi outra dificuldade pagar a indenização à França para que esta reconhecesse sua independência. Em 1821 foi adotada a República e em 1844 a República Dominicana ficou independente (parte leste da ilha).  

A independência da América Espanhola:

  • Introdução:
        A Espanha, por volta de 1750, era governada pela dinastia Bourbon. A ascensão dessa dinastia coincidiu com o declínio do poder espanhol na Europa (a Espanha tinha sido superada tanto pela Grã-Bretanha, quanto pela França). Apesar de estar em declínio, a Espanha possuía o maior e mais valioso império colonial na América: as Índias Ocidentais Espanholas. Essas colônias serviam para exploração de metais preciosos e gêneros tropicais, principalmente, e o trabalho empregado era o compulsório (realizado principalmente por índios). Como a metrópole havia declinado, acabou dando espaço para a ascensão das elites coloniais.
        A sociedade colonial era composta de: "espanhóis" (brancos; divididos em chapetones ou peninsulares - nascidos na Espanha, ocupavam os melhores cargos- e criollos - nascidos na América, tinham menos direitos e alguns ocupavam cargos menores nos cabildos), castas (mestiços livres sem direitos), índios (maioria da população, eram submetidos à servidão - mita) e escravos negros (principalmente no Caribe/Cuba).
        Com a diminuição do controle sobre as colônias, a colônias hispano-americanas sofreram com o aumento do contrabando e desvio de impostos além da ascensão dos criollos, que passaram a ocupar mais cargos e agir com mais autonomia.
        Ocorreram então as Reformas Bourbônicas (1764-1782) que eram reformas administrativo-econômicas do sistema colonial espanhol, visando aumentar a eficiência da exploração e fortalecer a monarquia e o controle espanhol sob suas colônias na América. Isso resultou no aumento dos impostos, intensificação do mercantilismo, intervenção da metrópole nos assuntos da colônia, redução da autonomia dos cabildos e criollos, maior exploração indígena, etc... Essas reformas geraram um verdadeiro sentimento de revolta entre os colonos, pois inibiam o poder administrativo das elites. Os criollos, influenciados pelo iluminismo e pela revolução americana, queriam mais autonomia.
  • Acontecimentos:
        Por volta de 1780, estouraram algumas revoltas indígenas e das castas contra a Espanha e os criollos. Era uma luta social e racial de índios e castas contra brancos.
        A principal revolta foi a de Tupac Amaru, no Peru e na Bolívia. Foi uma revolta de indígenas lideradas pelo cacique, que alegava ser descendente dos incas, que se nomeou Tupac Amaru II. Seus objetivos eram um tanto confusos. Tupac disse reconhecer a soberania da Espanha e lutava pelo fim da mita (servidão) e pela possibilidade de indígenas assumirem cargos no governo. Por outro lado queria restaurar o império Inca no Peru. No início os criollos até "apoiavam" a ideia, mas logo viram seus interesses em jogo. O terror aumentou quando viram a revolta massacrar os brancos de forma indiscriminada. A revolta fracassou por causa da falta de unidade dos índios (alguns rivais eram contra),  a superioridade militar da Espanha e o não apoio dos criollos. Tupac foi capturado e torturado em Cuzco. Entretanto, a revolta não foi em vão: fez a metrópole diminuir a mita e instalar uma corte de justiça em Cuzco.
        Depois de tudo isso, ne Europa, a Espanha se torna aliada da Grã-Bretanha na luta contra a França, nas guerras da Revolução Francesa. A Espanha é derrotada em um verdadeiro desastre militar e decide se aliar à França. Pouco depois, em 1799, Napoleão assume o poder da França e mantém a aliança de pé. Em um dos conflitos contra a Grã-Bretanha, a marinha francesa e espanhola ficam inteiramente destruídas, o que faz com que a Espanha deixe suas colônias na América totalmente vulneráveis. 
        

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Resumo Biologia 4 etapa - Lasneaux

Tecido nervoso:

        10% do tecido nervoso é composto por neurônios e os outros 90% composto das células gliais. As células gliais são também chamadas de "acessórias" ou de "enchimento", entretanto não são supérfluas como o nome sugere. Na verdade elas são extremamente importantes e são divididas em 3 tipos (cada uma com sua função específica). São elas: astrócitos (sustentam e nutrem o tecido nervoso; ficam coladas nos vasos sanguíneos, recebem os nutrientes e os distribuem para o resto do tecido), micróglia (são as menores células do tecido nervoso e servem como defensoras; têm origem semelhante à dos leucócitos - na medula óssea) e oligodendrócito (também conhecida como célula de Schwann, são responsáveis pela bainha de mielina, que envolve parte de um neurônio, aumentando a velocidade de transmissão dos impulsos elétricos e fornecendo proteção).
        Finalmente, o neurônio, célula mais importante do sistema nervoso. Para entender bem essa célula, basta compreender cada um dos pontos a seguir (elaborados por Golgi e Cajal):

  1. "O neurônio é a unidade morfofisiológica do sistema nervoso";
  2. "O neurônio tem 3 partes: dendrito, corpo celular e axônio";
  3. "O neurônio tem atividade elétrica";
  4. "O estímulo é captado pelos dendritos, se propaga para o corpo celular e para o axônio";
        Agora, fazendo uma síntese do que foi dito: o neurônio é a célula que concentra a principal função do sistema nervoso (1); é dividido em três partes, o dendrito ("ramo pequeno"), corpo celular (núcleo + maioria das organelas) e axônio (como uma cauda longa e única, normalmente) (2); o trabalho do neurônio é baseado na atividade elétrica: os dendritos recebem o impulso que passa para o corpo celular e depois para o axônio, de onde é transmitido para outro neurônio (3/4). O impulso elétrico atravessa a célula e passa para outra por meio dos neurotransmissores (como a adrenalina, dopamina, anandamina, etc.), a isso se dá o nome de sinapse.

Sistema Nervoso:

        O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central e periférico. O central subdivide-se em encéfalo e medula espinhal e o periférico em somático e autônomo.
  • Sistema nervoso central (SNC): localiza-se sempre protegido ou pelo crânio ou pela coluna vertebral. Como dito antes, divide-se em encéfalo (que ao pé da letra significa "na cabeça") e medula espinhal.
        - Encéfalo: é protegido pelo crânio e é dividido em cérebro, cerebelo e tronco encefálico. O cérebro é provavelmente o mais complexo dos órgãos e ainda tem muito o que ser descoberto. Possui dois hemisférios e é o responsável pelo controle contra-lateral, ou seja, movimentação, além do pensamento, julgamento, criatividade, controle geral, entre inúmeras outras funções. O cerebelo também possui dois hemisférios e é responsável pelo equilíbrio e cordenação motora.
Obs: é bom tomar cuidado com as imagens que você encontrar pela internet, que mostram o cérebro todo dividido em partes, especificando a função de cada parte. Essa divisão está ficando ultrapassada, pois sabe-se que diversas partes atuam juntas em uma mesma ação. O tronco encefálico é essa parte central da imagem. As principais partes do tronco encefálico são: o hipotálamo (responsável pelo sono, pela fome/sede e pela temperatura - na febre, por exemplo, é ele o responsável por aumentar a temperatura do corpo), ponte e bulbo (responsáveis pelo controle cardiorrespiratório).
        - Medula espinhal (ou raquidiana): protegida pela coluna. Sua função é integrar o encéfalo, que fica quase isolado na cabeça, com o resto do corpo. É dividido em duas partes: a massa branca e massa cinzenta (a branca é cheia de axônios - bainha de mielina- e a cinza é cheia de corpos celulares e dendritos). A ação medular é composta pelos arcorreflexos. Dois exemplos são o patelar e o de retirada. Um estímulo (uma pancada, por exemplo) passa para um neurônio sensorial que vai (pela sinapse) para um neurônio motor até a resposta. Obs: em alguns arcorreflexos há um neurônio entre os dois neurônios, chamado neurônio associativo.

  • Sistema nervoso periférico (SNP): é formado por gânglios e nervos (os dois ficam fora daquela região do crânio e da coluna). Os gânglios são o conjunto de corpos celulares, por isso têm o formato meio arredondado. Os nervos são feixes de axônios, por isso são alongados e com formato cilíndrico. O SNP é dividido em somático (atividades voluntárias) e autônomo (atividades involuntárias). O autônomo ainda pode ser dividido em simpático e parassimpático. Eles liberam substâncias que causam certos efeitos no corpo humano. O simpático libera noradrenalina que é responsável pela dilatação da pupila, etc. O parassimpático libera a aceticolina que tem efeito oposto da noradrenalina. O simpático é o responsável pelos efeitos do susto e o parassimpático tem função oposta, como um "relaxamento".

Sistema Sensorial:

        É o conjunto de órgãos que são responsáveis pela captação de estímulos internos e externos. Possuímos mais do que cinco sentidos, como normalmente dizem, mas por enquanto só os cinco nos interessam.
I. Tato: é sentido pela pele, mais especificamente por suas terminações nervosas. É um tipo de mecanorrecepção. As sensações provenientes são pressão, vibração, temperatura e dor.
II. Paladar: é sentido pela língua e pelo ''céu da boca''. É um tipo de quimiorrecepção. As sensações são captadas pelas papilas gustatórias, que são células receptoras. Essas células interpretam cinco sabores (doce, salgado, azedo, amargo e umami). As classificações que dizem que cada parte da língua sente um sabor estão erradas, visto que todas as células sentem todos os sabores.
III. Olfato: é sentido no teto das possas nasais. Nesse local estão localizadas células olfatoriais que recebem o estímulo/impulso e mandam para o cérebro, que os interpreta. Durante a respiração, entram no nariz elementos químicos junto com o ar. São esses elementos que são percebidos pelas células olfatoriais (quimiorreceptoras).
IV.Audição:  o órgão receptor é a orelha, que é dividida em três partes: externa, média e interna. A orelha externa é composta do pavilhão e do canal auditivo. A média é composta por três ossículos que transmitem a vibração a ser amplificada pelo tímpano. É na orelha média, também, que localiza-se a tuba auditiva (ou trompa de eustáquio) que controla a entrada de ar na câmara timpânica, ou seja, controla a pressão. A orelha interna é composta por canais circulares, por onde o som passa até ser interpretado pelo nervo coclear.
V. Visão: captada pelo olho. O olho é dividido, externamente, em esclera (parte branca - tecido conjuntivo denso), íris (parte colorida) e pulila (que é um buraco por onde entra luz). A anatomia mais detalhada está representada na imagem. A parede do olho tem 3 camadas (esclera - sustentação - coroide - nutrição - retina - células fotossensíveis).  O olho possui 4 lentes, que refratam a luz para 
formar a imagem vista. São elas: córnea (sólida), humor aquoso (líquido), cristalino (sólido) e humor vítreo (líquido). Por fim a pupila, que é uma abertura da íris. Controlada pelo sistema nervoso periférico autônomo.
      
       

Resumo de Biologia 4 etapa - Armando

Artropoda:

        O filo artropoda é dividido em 4 subfilos. São eles o unirâmia, aracnida, crustacea e miriapoda. A palavra "artropoda" significa, literalmente, pé articulado, que é a principal característica do filo. Possuem um exoesqueleto que reveste todo o corpo e se não fossem as articulações, não se movimentariam. São triblásticos, metamerizados, celomados, crescem por mudas (ecdises), a maioria é dióica  (com fecundação interna) e o desenvolvimento direto ou indireto. Possuem várias outras características que serão passadas mais pra frente, quando for falar de cada subfilo.

       O exoesqueleto merece atenção especial, pois se não fosse ele, esse filo não seria o maior do planeta. Essa espécie de "armadura" fornece proteção mecânica e hídrica (evita a desidratação). Ela não é uniforme, ou seja, varia de espessura e tamanho de acordo com sua localização no corpo, no olho das formigas, por exemplo, é muito fina para a visão. Também por causa do exoesqueleto, é possível a localização de músculos nas articulações, aumentando muito sua força. Caso os humanos conseguissem   saltar uma altura proporcional àquela que uma pulga salta, seria possível pular o Empire State Building com facilidade. Toda essa força por causa dos músculos atravessando as articulações. A pricipal desvantagem dessa capa protetora é relacionada ao crescimento. Por isso os artrópodes trocam de exoesqueleto, processo chamado de crescimento por mudas ou ecdise. O gráfico acima mostra bem esse processo: o artrópode cresce até o limite de seu exoesqueleto, depois para de crescer até deixar sua exúvia para trás e formar um novo. É importante dar uma olhada nas camadas do exoesqueleto (camada de cera, duas camadas quitinosas, uma rígida e outra flexível e depois vem a epiderme).


  • Crustáceos (subfilo crustacea): seu corpo é dividido em cefalotórax (tórax + "cabeça") e abdome. Possuem dez patas (decápodes) ou mais e quatro antenas (tetráceros). A respiração é branquial e a excreção é pelas glândulas verdes (antenais). O sistema circulatório é aberto com sangue real (por transportar gases e nutrientes), mas o pigmento é o cobre (por ser mais abundante em seu habitat; dá uma coloração azulada ao sangue). O sistema nervoso é ventral e ganglionar. Não possuem asas. Alguns representantes dos crustáceos são o carangueijo, o siri, o camarão...
  • Aracnídeos (subfilo chelicerata): o corpo também é dividido em cefalotórax e abdome. Possuem oito patas (octópodes) e nenhuma antena (áceros). Também não possuem asas. A respiração é feita pelos pulmões foliaceos, na maioria, ou traqueal, na minoria. A responsável pela excreção é a glândula coxal , na maioria, ou os tubos de Malpighi, em alguns poucos. Possuem pedipalpos que têm funções variadas. A característica diagnóstico é a quelícera que fica na boca e ajuda a manipular o alimento, injetar veneno (no caso das aranhas), etc. O sistema circulatório é aberto e o sistema nervoso é ganglionar ventral. Alguns exemplos são a aranha, os ácaros, os escorpiões, entre outros.
  • Insetos (subfilo unirâmia): o corpo é dividido em cabeça, tórax e abdome. Possuem seis patas e duas antenas, podendo ou não apresentar asas. A respiração é traqueal com espiráculos e esse sistema respiratório faz com que o animal fique mais leve ainda. A excreção é feita pelos tubos de Malpighi. A circulação é aberta e não possuem sangue real, e sim a hemolinfa (não transporta gases). O sistema nervoso é ganglionar ventral e o sistema digestório é completo.
  • Miriápoda: esse subfilo reúne lacraias, centopéias, piolho-de-cobra, etc. Pode ser dividido em dois grupos: quilópode e diplópode. Os quilópodes são as lacraias, por exemplo, e possuem um par de patas por segmento; antenas longas; é carnívoro; é rápido; é venenoso. Os diplópodes são as centopéias, por exemplo, e possuem dois pares de patas por segmento; antenas curtas; é herbívoro; é lento; não é venenoso.
        Como esse filo é muito diversificado, a reprodução pode variar bastante. Nos crustáceos a maioria dos indivíduos é dioico. O macho deposita espermatozoides nos receptáculos seminais da fêmea. Essa libera óvulos, ocorrendo, então, fecundação externa. Nos aracnídeos (maioria dioico), o macho"luta"/"dança" com a fêmea e coloca em uma espécie de saco os espermatozoides. Depois a fêmea coloca o saco no poro genital. Os ovos colocados podem ser carregados ou não pela fêmea. O desenvolvimento é direto. Nos insetos (todos dioicos) a fecundação é interna e depois a fêmeca coloca os ovos. O desenvolvimento que pode variar de espécie para espécie. O desenvolvimento pode ser: direto (ametábulo) ou indireto (hemimetábulo - ninfa - holometábulo - larva).