segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Resumo de Biologia 4 etapa - Armando

Artropoda:

        O filo artropoda é dividido em 4 subfilos. São eles o unirâmia, aracnida, crustacea e miriapoda. A palavra "artropoda" significa, literalmente, pé articulado, que é a principal característica do filo. Possuem um exoesqueleto que reveste todo o corpo e se não fossem as articulações, não se movimentariam. São triblásticos, metamerizados, celomados, crescem por mudas (ecdises), a maioria é dióica  (com fecundação interna) e o desenvolvimento direto ou indireto. Possuem várias outras características que serão passadas mais pra frente, quando for falar de cada subfilo.

       O exoesqueleto merece atenção especial, pois se não fosse ele, esse filo não seria o maior do planeta. Essa espécie de "armadura" fornece proteção mecânica e hídrica (evita a desidratação). Ela não é uniforme, ou seja, varia de espessura e tamanho de acordo com sua localização no corpo, no olho das formigas, por exemplo, é muito fina para a visão. Também por causa do exoesqueleto, é possível a localização de músculos nas articulações, aumentando muito sua força. Caso os humanos conseguissem   saltar uma altura proporcional àquela que uma pulga salta, seria possível pular o Empire State Building com facilidade. Toda essa força por causa dos músculos atravessando as articulações. A pricipal desvantagem dessa capa protetora é relacionada ao crescimento. Por isso os artrópodes trocam de exoesqueleto, processo chamado de crescimento por mudas ou ecdise. O gráfico acima mostra bem esse processo: o artrópode cresce até o limite de seu exoesqueleto, depois para de crescer até deixar sua exúvia para trás e formar um novo. É importante dar uma olhada nas camadas do exoesqueleto (camada de cera, duas camadas quitinosas, uma rígida e outra flexível e depois vem a epiderme).


  • Crustáceos (subfilo crustacea): seu corpo é dividido em cefalotórax (tórax + "cabeça") e abdome. Possuem dez patas (decápodes) ou mais e quatro antenas (tetráceros). A respiração é branquial e a excreção é pelas glândulas verdes (antenais). O sistema circulatório é aberto com sangue real (por transportar gases e nutrientes), mas o pigmento é o cobre (por ser mais abundante em seu habitat; dá uma coloração azulada ao sangue). O sistema nervoso é ventral e ganglionar. Não possuem asas. Alguns representantes dos crustáceos são o carangueijo, o siri, o camarão...
  • Aracnídeos (subfilo chelicerata): o corpo também é dividido em cefalotórax e abdome. Possuem oito patas (octópodes) e nenhuma antena (áceros). Também não possuem asas. A respiração é feita pelos pulmões foliaceos, na maioria, ou traqueal, na minoria. A responsável pela excreção é a glândula coxal , na maioria, ou os tubos de Malpighi, em alguns poucos. Possuem pedipalpos que têm funções variadas. A característica diagnóstico é a quelícera que fica na boca e ajuda a manipular o alimento, injetar veneno (no caso das aranhas), etc. O sistema circulatório é aberto e o sistema nervoso é ganglionar ventral. Alguns exemplos são a aranha, os ácaros, os escorpiões, entre outros.
  • Insetos (subfilo unirâmia): o corpo é dividido em cabeça, tórax e abdome. Possuem seis patas e duas antenas, podendo ou não apresentar asas. A respiração é traqueal com espiráculos e esse sistema respiratório faz com que o animal fique mais leve ainda. A excreção é feita pelos tubos de Malpighi. A circulação é aberta e não possuem sangue real, e sim a hemolinfa (não transporta gases). O sistema nervoso é ganglionar ventral e o sistema digestório é completo.
  • Miriápoda: esse subfilo reúne lacraias, centopéias, piolho-de-cobra, etc. Pode ser dividido em dois grupos: quilópode e diplópode. Os quilópodes são as lacraias, por exemplo, e possuem um par de patas por segmento; antenas longas; é carnívoro; é rápido; é venenoso. Os diplópodes são as centopéias, por exemplo, e possuem dois pares de patas por segmento; antenas curtas; é herbívoro; é lento; não é venenoso.
        Como esse filo é muito diversificado, a reprodução pode variar bastante. Nos crustáceos a maioria dos indivíduos é dioico. O macho deposita espermatozoides nos receptáculos seminais da fêmea. Essa libera óvulos, ocorrendo, então, fecundação externa. Nos aracnídeos (maioria dioico), o macho"luta"/"dança" com a fêmea e coloca em uma espécie de saco os espermatozoides. Depois a fêmea coloca o saco no poro genital. Os ovos colocados podem ser carregados ou não pela fêmea. O desenvolvimento é direto. Nos insetos (todos dioicos) a fecundação é interna e depois a fêmeca coloca os ovos. O desenvolvimento que pode variar de espécie para espécie. O desenvolvimento pode ser: direto (ametábulo) ou indireto (hemimetábulo - ninfa - holometábulo - larva).

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