segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Resumo de Biologia 4 etapa - Chico

IMPORTANTE: também cai na prova a parte de pênis e controle hormonal, que estão no outro resumo. Então é importante dar uma lida lá também!

Órgão Vegetais:

        Estudaremos agora a morfologia, a anatomia (primária e secundária), a função e os tipos dos principais órgãos vegetais (raiz, caule e folha). A anatomia primária é a organização interna do órgão antes de apresentar crescimento lateral (presente nas mono e dicotiledôneas). Já o crescimento secundário, presente somente nas dicotiledôneas, e decorrente da ação dos meristemas secundários.

Raiz:        

        As principais funções da raiz são fixação e absorção de água e sais para a planta. A absorção de água se dá por osmos (a raiz está mais concentrada em sais que o solo, portanto a água "entra" sem gasto de energia). Caso o solo esteja mais concentrado, a raiz não absorve água e perde os pelos absorventes. No caso dos sais, se o solo estiver mais concentrado que a raiz, ocorrerá difusão passiva. Caso contrário, ocorrerá absorção ativa. A imagem ao lado representa a morfologia de uma raiz. São os pelos (da zona pilífera ou pilosa) que absorvem a água. 
        A anatomia primária de raiz é composta por, basicamente, três conjuntos de células: epiderme, endoderme e cilindro vascular (com xilema e floema separados). Há algumas diferenças na estrutura da raiz das mono e dicotiledôneas e por meio dessas diferenças é possível, com facilidade, identificar de quem é cada corte. Essa primeira é a anatomia primária de uma monocotiledônea. A epiderme é a camada de células mais externa, que serve para revestir. Em seguida vem o córtex, que é parênquima de preenchimento. O "anel central" é o cilindro vascular com endoderme (por fora - filtra a água) e periciclo (por dentro - forma raízes secundárias). A característica mais importante é a organização dos vasos condutores: nas monocotiledônias são alternados. Essa outra imagem retrata a anatomia primária das dicotiledôneas. 
Também possui epiderme, córtex (parênquima), cilindro vascular (com endoderme e periciclo), mas a principal característica, novamente, é a disposição dos vasos condutores: o xilema forma um "X" (ou uma cruz, se preferir) no centro do cilindro vascular e nos cantos está o floema. Portanto, sintetizando, para ver se a raiz é de mono ou dicotiledônea basta ver a disposição do xilema e do floema (alternado nas mono e com o "X" no centro nas dicotiledôneas). Obs: a água pode passar por dentro ou entre as células da epiderme, recebendo o nome de simplasto e apoplasto, respectivamente. Além disso a endoderme possui um reforço na parede celular que muda de formato: em "u" nas mono e a estria de Caspary nas dicotiledôneas.
      A anatomia secundária é presente somente nas dicotiledôneas, pois só são essas que possuem crescimento lateral, ou seja, secundário (meristemas secundários). Essa mudança é resultado de da ação de dois meristemas: o câmbio vascular e o câmbio da casca (também conhecido como felogênio). O câmbio vascular origina-se de células que ficam entre o xilema e o floema (dentro do cilindro vascular). O felogênio origina-se a partir do periciclo.
        As células do câmbio vascular formam uma lâmina entre o xilema e o floema. As células que estão no interior (perto do xilema) dão origem aos elementos do xilema secundário. As células para fora (perto do floema) dão origem aos elementos do floema secundário. A principal consequência desse processo é o aumento da espessura da raiz (o que já era de se esperar, já que estão em ação meristemas secundários!).
        O câmbio da casca (felogênio) também forma uma lâmina, só que ao redor do periciclo. As células voltadas para dentro da lâmina, diferenciam-se em feloderme. Já as voltadas para fora, transformam-se em súber. O cilindro vascular aumenta muito e a raiz perde o cortex. A nova camada mais externa é o súber, e não mais a epiderme.
        Existem alguns tipos de raízes que são mais eficientes na sustentação, respiração, reserva e sucção, que outras. Alguns tipos são: tabular e escora (sustentação), pneumatóforo (respiração), tuberosa (reserva) e haustórios (parasita).

Caule:

      As duas principais funções do caule são: sustentação e transporte (das seivas bruta e elaborada). A morfologia (estrutura) externa do caule está representada ao lado:
        A anatomia primária também contém certas diferenças das mono para as dicotiledôneas. A principal delas está (novamente) na disposição dos feixes vasculares, ou seja, na organização do xilema e do floema (sempre juntos no caule!). Enquanto nas monocotiledôneas os feixes estão desorganizados, espalhados pelo parênquima, nas dicotiledôneas eles se encontram organizados ao redor do câmbio, como mostra a imagem abaixo.
        A anatomia secundária é visualizada após o desenvolvimento das dicotiledôneas. Quem promove essa diferenciação é, assim como na raiz, o câmbio vascular e o câmbio da casca (ou felogênio). O câmbio vascular é 
originado a partir desse câmbio que separa o xilema do floema (na imagem não está muito bom, mas tem algo parecido com um círculo que "prende" o xilema junto com o floema). Esse câmbio, a partir de determinado momento, começa a produzir xilema para seu interior e floema para o seu exterior, dando origem ao xilema e ao floema secundários (em forma de anel). 
        O câmbio da casca (felogênio) origina-se de uma camada de células logo abaixo da epiderme. Essas células entram em atividade produzindo feloderme para seu interior e súber para o exterior.
        Ao cortar o caule de uma dicotiledônea adulta, verifica-se que ele é composto principalmente de xilema. Isso se dá ao fato de o câmbio vascular produzir mais xilema que floema. A parte central, mais escura e rígida é o cerne, que é composto por anéis de xilema desativados. Ao redor do cerne está o alburno que são anéis de xilema ainda ativos. Contando os anéis, é possível estimar a idade da planta, pois são xilemas produzidos em resposta às condições climáticas.
        

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