IMPORTANTE: também cai na prova a parte de pênis e controle hormonal, que estão no outro resumo. Então é importante dar uma lida lá também!
Órgão Vegetais:
Estudaremos agora a morfologia, a anatomia (primária e secundária), a função e os tipos dos principais órgãos vegetais (raiz, caule e folha). A anatomia primária é a organização interna do órgão antes de apresentar crescimento lateral (presente nas mono e dicotiledôneas). Já o crescimento secundário, presente somente nas dicotiledôneas, e decorrente da ação dos meristemas secundários.
Raiz:
As principais funções da raiz são fixação e absorção de água e sais para a planta. A absorção de água se dá por osmos (a raiz está mais concentrada em sais que o solo, portanto a água "entra" sem gasto de energia). Caso o solo esteja mais concentrado, a raiz não absorve água e perde os pelos absorventes. No caso dos sais, se o solo estiver mais concentrado que a raiz, ocorrerá difusão passiva. Caso contrário, ocorrerá absorção ativa. A imagem ao lado representa a morfologia de uma raiz. São os pelos (da zona pilífera ou pilosa) que absorvem a água.

A anatomia primária de raiz é composta por, basicamente, três conjuntos de células: epiderme, endoderme e cilindro vascular (com xilema e floema separados). Há algumas diferenças na estrutura da raiz das mono e dicotiledôneas e por meio dessas diferenças é possível, com facilidade, identificar de quem é cada corte. Essa primeira é a anatomia primária de uma monocotiledônea. A epiderme é a camada de células mais externa, que serve para revestir. Em seguida vem o córtex, que é parênquima de preenchimento. O "anel central" é o cilindro vascular com endoderme (por fora - filtra a água) e periciclo (por dentro - forma raízes secundárias). A característica mais importante é a organização dos vasos condutores: nas monocotiledônias são alternados. Essa outra imagem retrata a anatomia primária das dicotiledôneas.
A anatomia secundária é presente somente nas dicotiledôneas, pois só são essas que possuem crescimento lateral, ou seja, secundário (meristemas secundários). Essa mudança é resultado de da ação de dois meristemas: o câmbio vascular e o câmbio da casca (também conhecido como felogênio). O câmbio vascular origina-se de células que ficam entre o xilema e o floema (dentro do cilindro vascular). O felogênio origina-se a partir do periciclo.
As células do câmbio vascular formam uma lâmina entre o xilema e o floema. As células que estão no interior (perto do xilema) dão origem aos elementos do xilema secundário. As células para fora (perto do floema) dão origem aos elementos do floema secundário. A principal consequência desse processo é o aumento da espessura da raiz (o que já era de se esperar, já que estão em ação meristemas secundários!).O câmbio da casca (felogênio) também forma uma lâmina, só que ao redor do periciclo. As células voltadas para dentro da lâmina, diferenciam-se em feloderme. Já as voltadas para fora, transformam-se em súber. O cilindro vascular aumenta muito e a raiz perde o cortex. A nova camada mais externa é o súber, e não mais a epiderme.
Existem alguns tipos de raízes que são mais eficientes na sustentação, respiração, reserva e sucção, que outras. Alguns tipos são: tabular e escora (sustentação), pneumatóforo (respiração), tuberosa (reserva) e haustórios (parasita).
Caule:
As duas principais funções do caule são: sustentação e transporte (das seivas bruta e elaborada). A morfologia (estrutura) externa do caule está representada ao lado:
A anatomia primária também contém certas diferenças das mono para as dicotiledôneas. A principal delas está (novamente) na disposição dos feixes vasculares, ou seja, na organização do xilema e do floema (sempre juntos no caule!). Enquanto nas monocotiledôneas os feixes estão desorganizados, espalhados pelo parênquima, nas dicotiledôneas eles se encontram organizados ao redor do câmbio, como mostra a imagem abaixo.
A anatomia secundária é visualizada após o desenvolvimento das dicotiledôneas. Quem promove essa diferenciação é, assim como na raiz, o câmbio vascular e o câmbio da casca (ou felogênio). O câmbio vascular é
originado a partir desse câmbio que separa o xilema do floema (na imagem não está muito bom, mas tem algo parecido com um círculo que "prende" o xilema junto com o floema). Esse câmbio, a partir de determinado momento, começa a produzir xilema para seu interior e floema para o seu exterior, dando origem ao xilema e ao floema secundários (em forma de anel).
O câmbio da casca (felogênio) origina-se de uma camada de células logo abaixo da epiderme. Essas células entram em atividade produzindo feloderme para seu interior e súber para o exterior.
Ao cortar o caule de uma dicotiledônea adulta, verifica-se que ele é composto principalmente de xilema. Isso se dá ao fato de o câmbio vascular produzir mais xilema que floema. A parte central, mais escura e rígida é o cerne, que é composto por anéis de xilema desativados. Ao redor do cerne está o alburno que são anéis de xilema ainda ativos. Contando os anéis, é possível estimar a idade da planta, pois são xilemas produzidos em resposta às condições climáticas.

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