terça-feira, 11 de setembro de 2012

Resumo de História 4 etapa - Paulo Alves

Independência do Brasil e 1˚ Reinado:

        Como já vimos antes, a situação de Dom João VI em 1821 era um tanto peculiar: caso voltasse a Portugal para atender à revolução do Porto, o Brasil tornava-se independente; caso permanecesse, Portugal o substituiria. A melhor solução encontrada foi deixar seu filho, D. Pedro, para manter o controle de Portugal sobre o Brasil, segundo ele mesmo, "não deixar que o Brasil caísse nas mão de brasileiros".
        Em 1821, o Brasil era composto de, principalmente, escravos. Portanto o poder concentrava-se na mão de uma minoria: a aristocracia rural. Quando D. Pedro assume o poder como príncipe regente, essa aristocracia (fazendeiros) teme bastante, pois vários países estavam abolindo a escravidão e tinham medo de perder toda sua mão-de-obra. O príncipe regente gostaria de ser imperador, mas a princípio não pode. D. Pedro vê no medo dos fazendeiros a possibilidade de atender sua vontade de tornar-se imperador. É nesse contexto que começa a organizar banquetes com os fazendeiros e começa também a soltar indiretas de seu desejo.
        Ao perguntar, em uma dessas confraternizações, se os fazendeiros o apoiariam como imperador, a resposta inicial é um seco "não". Entretanto, Dom Pedro diz que, enquanto imperador, garantia a permanência da escravidão. Nesse momento a resposta aristocrata muda. D. Pedro proclama a independência, com o famoso grito do ipiranga. Esse "grito do ipiranga" não significa a independência do Brasil de forma plena, pois o Brasil era tão governado por portugueses em 1822 quanto em 1500. Significa, sim, somente a transformação sofrida pelo governante: de príncipe regente para imperador.
        Em meio a uma América republicana, aparece um Brasil imperialista. D. Pedro I declarou-se imperador constitucional. Convocou, ainda em 1822, a Assembléia Constituinte, que visava manter a soberania e a centralização dos poderes em suas mãos. Na assembléia, os constituintes representavam as províncias brasileiras. Na Constituição de 1824, escrita por D. Pedro I, estavam os artigos que regiam o Brasil, entretanto em um artigo (mais especificamente o 99) estava escrito: "a pessoa do imperador é inviolável e sagrada: ene não está sujeito à responsabilidade alguma". Com a constituição ele não colocava ninguém, se não Deus, acima do imperador. Estávamos em um regime autoritário, uma absolutismo de direito divino. Essa ação não foi muito bem aceita, acabou gerando movimentos separatistas. 
        O primeiro movimento separatista ocorreu no Nordeste e foi a Confederação do Equador. Surge a proposta da criação de um país separado do Brasil: a Confederação do Equador. Essa proposta foi logo reconhecida por vários países, pois propunha a formação de uma república. Quem liderava o movimento, não formalmente, mas de forma carismática, era o Frei Caneca. É óbvio que a ideia de quebra da unidade nacional não agradou nem um pouco o imperador. Durante as discussões a respeito do novo país, a questão da escravidão gerou controvérsias. Nesse momento de fragilidade que D. Pedro I contrata um exército de mercenários, que invade a Confederação do Equador. Lá ocorre um conflito interno. Frei Caneca é traído e capturado, logo depois é executado. D. Pedro I consegue sufocar o primeiro movimento separatista.
        Em 1824 os EUA reconhecem a independência do Brasil, por causa da doutrina Monroe ("América para americanos"). Em 1825, após pagar 2 milhões de libras sob forma de indenização, Portugal reconhece a independência também. Em 1826, algo ocorre em Portugal que afeta diretamente o Brasil, principalmente a imagem de D. Pedro I : Dom João VI, rei de Portugal, morre.
        A questão é saber quem assumirá o trono português. D. Pedro I é o primogênito, mas está sob controle do Brasil. Por isso seu irmão mais novo, Dom Miguel, acha que o trono não deve ir para o primogênito, visto que ele está ocupado no Brasil, e deve ir a ele, D. Miguel. O desejo de D. Pedro I é colocar sua filha, Maria da Glória, no trono e o desejo de D. Miguel é assumir o poder em Portugal (Game of Thrones?). Isso gera uma enorme tensão entre os irmãos e em seguida a uma guerra. Dinheiro brasileiro era utilizado nessa guerra, o que gerou enorme insatisfação brasileira. Isso levou a todos os jornais brasileiros (65) ficarem contra D. Pedro I. Nessa onda de protestos foi morto o principal jornalista brasileiro: Líbero Badaró. Essa morte aumentou ainda mais o desgosto e piorou a reputação de D. Pedro I. D. Pedro I vai a Portugal e quando volta, faz um tour pelas províncias brasileiras para tentar melhorar sua reputação, em vão. Quando retorna ao Rio de Janeiro acontece um conflito entre portugueses e brasileiros: a Noite das Garrafadas.
        D. Pedro I é forçado a abdicar e retorna a Portugal (consegue expulsar seu irmão do trono). Deixa o Brasil sob regências provisórias, pois seu filho primogênito, Pedro, tinha apenas 5 anos. Durante essas regências, houve conflitos e revoltas. Algumas dessas revoltas, que ficaram mais famosas, foram denominadas Revoltas Regenciais. São elas: cabanagem, farroupilha, sabinada e balaiada. Nesse período existia a Guarda Nacional, que conseguiu sufocar todas as revoltas, com exceção da farroupilha. Essas revoltas eram separatistas e iam contra o futuro poder de Pedro, filho de Dom Pedro I. 
       

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