Romantismo:
A principal característica do Romantismo (que é uma reação ao neoclassicismo) é a valorização das emoções do autor. Enquanto no período anterior o autor tinha de seguir a várias regras já estabelecidas, aqui no Romantismo ele pode representar tudo aquilo que sente e imagina, sem nenhuma restrição. A inspiração dos artistas desse período vinha do barroco, de civilizações antigas (não grecorromana, e sim dos assírios, por exemplo), da idade média, etc. A natureza representa as emoções humanas (ora agitada, ora calma). Os temas eram bem variados (já que o artista tinha grande autonomia financeira e temática), mas consistiam principalmente de fatos históricos e cenas aristocráticas (com a natureza no fundo).
- "Liberdade guiando o povo", Eugène Delacroix:
Essa obra de Delacroix é do período romântico e tem como tema a revolução de 1830 (não é a revolução francesa!). O artista retrata um acontecimento histórico (a insurreição em Paris). Ele retrata a mulher simbolizando a França e a liberdade; o jovem ao lado esquerdo da mulher representa o povo e o poder da juventude; o burguês de cartola à direita da mulher, representa o trabalhador e a força intelectual. Essas representações servem para reforçar o sentimento nacionalista romântico: todos unidos (do mais rico ao mais pobre), por um só ideal. Lá no fundo (último plano), dá pra ver a catedral de Notre Dame, representando Paris. A luz enfatiza o primeiro plano, com os corpos ao chão, representando a luta e em segundo plano a mulher, representando a vitória. O material é óleo sobre tela.
- "Naufrágio", William Turner:
Nessa obra, também do Romantismo, Turner tem o intuito de representar as forças naturais (no caso do, mar) e retratar a insignificância e fragilidade humana diante à natureza. A pintura é assimétrica e as cores suaves contrastam com o céu escuro. O material é óleo sobre tela. Obs: assim como as outras obras românticas, ela é pictórica, pois não existem linhas de contorno.
- "Desastres de Guerra", Francisco Goya:
Essa figura não é a mesma que está na lista por um simples motivo: Goya tinha o objetivo de montar um álbum patriótico, mas posteriormente, passou a representar as desgraças da guerra; isso significa que existem várias obras com o nome "Desastres da Guerra" e essa ao lado é só uma delas. Ele utiliza a técnica conhecida como água-forte (tem um vídeo no youtube mostrando qual é o processo). Os materiais foram papéis e pranchas.
Realismo:
Com a industrialização das cidades europeias (por volta de 1850-1900), o homem já tinha certo grau de conhecimento científico e por isso decidiu deixar de lado a subjetividade e as fortes emoções típicas do Romantismo. Passa a retratar tudo de uma forma mais racional e objetiva.
A arquitetura tenta se adaptar à nova realidade, em vez de construir palácios e templos demasiadamente exagerados esteticamente, se contentam em criar fábricas, ferrovias, bibliotecas, etc. para suprir as necessidades urbanas. A escultura tenta não idealizar a realidade e sim representá-la de forma fiel. "A pintura representa a realidade da mesma forma que um cientista estuda um fenômeno". Cabe ao artista apenas mostrar os pontos mais característicos. O fato de os pintores deixarem de lado a imaginação, surge a pintura política, a fim de denunciar as desigualdades sociais.
- "O Ângelus", Jean François Millet:
Nessa obra, diferentemente do Romantismo, a temática tem cunho social, retratando o mundo contemporâneo. A linha do horizonte serve como ponto de fuga e a iluminação é difusa. A obra é extremamente racional, deixando de lado toda mitologia e imaginação, se preocupando somente com um momento imediato.
- "O Quarto Estado", Giuseppe Pellizza de Volpedo:
O nome da obra significa a convicção do artista em uma tremenda revolução social. Para ele, o século XX seria o século dos proletariados (o quarto estado). O quadro tem valor social que representa o avançar dos trabalhadores. "Nas muitas travessias da vida me apoiei no conceito que sempre tive do trabalho humano. Uma visão que minhas condições familiares e do ambiente onde nasci contribuíram a formar e desenvolver" Giuseppe Pellizza de Volpedo.

- "O bar das Folies-Bergère", Edouard Manet:
Essa obra de Manet não é 100% impressionista; ela é realista com tendência impressionista (foi feita no final do século XIX). A garçonete está de frente para o observador e isso atras dela é um espelho (só está com a reflexão representada de forma "errada"). A escolha do tema foi baseada na experiência com a vida noturna e urbana do autor. As pinceladas são típicas do impressionismo, mas a obra em si é do realismo. O material é óleo sobre tela.
Obs: Manet é um precurssor do impressionismo.

- "O bar das Folies-Bergère", Edouard Manet:
Essa obra de Manet não é 100% impressionista; ela é realista com tendência impressionista (foi feita no final do século XIX). A garçonete está de frente para o observador e isso atras dela é um espelho (só está com a reflexão representada de forma "errada"). A escolha do tema foi baseada na experiência com a vida noturna e urbana do autor. As pinceladas são típicas do impressionismo, mas a obra em si é do realismo. O material é óleo sobre tela.
Impressionismo:
O impressionismo foi um importante movimento que teve início no século XX. É considerado a primeira grande ruptura com a tradição, pois os autores se embasavam em pilares mais práticos do que teóricos. Buscava, também, representar os diversos efeitos de luz e sombra, utilizando principalmente cores complementaras (fusão óptica). Representava exclusivamente o real, deixando o imaginário (mais uma vez) de lado. Algo que contribuiu muito para a mudança temática, foi a invenção dos tubos de tinta, que eram muito mais portáteis, fazendo com que os artistas saíssem de seus ateliês e fossem para as ruas. Um dos princípios básicos dos artistas impressionistas era a observação da luz solar sobre os objetos (como podia parecer diferente somente por causa da mudança de luminosidade). As pinceladas eram rápidas, para representar mais precisamente algo instantâneo.
- "Ensaio de Balé", Edgar Degas:
Esse artista era fanático por balé (não se sabe o por quê), mas essa é a temática da grande maioria de suas obras. Nessa, especificamente, mostra um "lado B" do impressionismo: pinta em um ambiente fechado com luz artificial (enquanto uma característica do impressionismo é a pintura ao ar livre). O posicionamento das bailarinas é desordenado e a pintura é assimétrica, passando a ideia de movimento (como em uma fotografia). Degas valoriza o desenho, diferentemente dos outros impressionistas, e utiliza a monocromia, ou seja, a fusão óptica e os contrastes não são muito marcantes. O material é óleo sobre tela.
- "Pequena bailarina de 14 anos", Edgar Degas:
Como dá para perceber, outra obra do mesmo autor sobre balé. A escultura impressionista rompe com a idealização das formas acadêmicas (lá do neoclacissismo). Essa escultura representa um momento de concentração da bailarina. O material é cera, mas após sua morte, algumas imagens ganharam versão em bronze. O mais original da obra é a utilização de tecidos para vestir a escultura.
- "Uma tarde de domingo na Ilha de La Grand Jatte", Georges Seurat:
Essa obra é do pontilhinismo (final do impressionismo). A temática é impressionista (retrata a burguesia elegante no parque), entretanto, o que difere esta obra das demais é o estilo pontilhinista. Esse estilo era baseado em algumas teorias que diziam a respeito da visão humana. Eram utilizadas somente as cores do espectro e contrastavam cores complementares. Essa obra teve influência de gravuras japonesas.







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