Demografia:
A importância do estudo da população (demografia) está no fato desta ajudar a programar/prever/planejar eventos e situações. Para ter uma noção melhor dessas dinâmicas demográficas, foram inventados vários conceitos. São eles:
- População absoluta: n˚ total de habitantes (país populoso);
- População relativa ou densidade demográfica: n˚ de hab/kmˆ2 (país densamente povoado);
- Taxa de natalidade/mortalidade: (n˚ total de nascimentos ou mortes vezes 100 ou 1000)/população total;
- Mortalidade infantil: (n˚ total de mortes antes do 1˚ ano vezes 100 ou 1000)/n˚ total de nascimentos;
- Fecundidade: n˚ de filhos / n˚ de mulheres vérteis Obs: o limite é 2,1 (os 2 para substituir os pais e o 0,1 para as mortes precoces);
- Crescimento vegetativo: tx. natalidade - tx. mortalidade;
- Crescimento por migração: tx. imigração - tx. emigração;
Já com esses conceitos em mente, foram desenvolvidas algumas teorias demográficas que visavam prever a movimentação do n˚ de indivíduos, entre outras coisas.
- Teoria Malthusiana: Malthus estudou o crescimento populacional dos EUA no final do século XVIII. Ele previu alguns dados alarmantes e disse que enquanto a população cresce em uma PG, a comida cresce em uma PA, portanto algum tempo depois não haveria mais comida para todos. Chegou a esses dados percebendo que a terra ia se "desgastando" com o tempo e não teria mais o mesmo rendimento com o passar dos anos. A solução proposta era a sujeição moral, ou seja, só ter os filhos que pudesse criar. Hoje sabemos que há alguns erros em sua teoria, um deles é que temos comida suficiente e ela cresce em razão maior que a população, todavia é mal distribuída.
- Teoria Neomalthusiana: essa teoria foi desenvolvida no período pós 2˚ Guerra Mundial. Só lembrando que quase sempre nos períodos pós-guerra a população aumenta. Levando isso em consideração, os neomalthusianos defendem o uso dos contraceptivos artificiais para o controle de natalidade. Para eles, a natalidade alta significava um elevado número de jovens que levaria o estado a investir nas áreas sociais, consequentemente investindo pouco no setor produtivo, o que geraria o subdesenvolvimento. Obs: duas observações importantes - 1˚ esse raciocínio isenta os países desenvolvidos pois desconsideram os fatores históricos do subdesenvolvimento; 2˚ o Brasil é um "neomalthusiano" disfarçado..
- Teoria Ecomalthusiana: surgiu no início dos anos 70 e defende o controle de natalidade com ênfase no meio ambiente. O principal argumento é que o alto crescimento populacional destrói o planeta.
- Teoria Reformista (Marxista): é a teoria considerada mais correta atualmente. Diz que mudanças na estrutura da sociedade geram redução no crescimento populacional, além disso a melhoria na condição de vida e a educação reduzem a taxa de natalidade (planejamento familiar).
Também é importante entender a transição demográfica. Essa transição se dá pela passagem de uma fase que tem natalidade alta e mortalidade alta por uma fase com crescimento acelerado para uma terceira fase com natalidade baixa e mortalidade baixa. Essa seria a tendência e o rumo das sociedades atuais. Atualmente não existe nenhum país antes da transição social, onde a natalidade é alta e a mortalidade também. A o continente africano e parte da Ásia, por exemplo, encontram-se na 1˚ fase de transição, por causa da ausência de previdência social, redução na mortalidade infantil, etc. A América Latina está na 2˚ fase, caracterizada pela redução na fecundidade. Já a Europa e parte da Oceania encontram-se no regime demográfico moderno.
As pirâmides etárias são gráficos que mostram a população de acordo com o número de habidantes por faixa etária. Assim como pelas fases da transição demográfica, é possível saber se um país é desenvolvido ou subdesenvolvido somente pela forma de sua pirâmide etária. Ela mostra os jovens (de 0 a 19 anos), os adultos (de 20 a 59 anos) e os idosos (de 60 ou mais) Obs: como existem cada vez mais idosos (regime moderno), muitas vezes a pirâmide é dividida em idoso "jovem"(60 a 70 anos), maduro (70 a 80 anos) e senil (80 ou mais). Os países pobres tem a pirâmide no formato tradicional (muitos jovens e poucos idosos), já os países em desenvolvimento tendem a ficar com formato de gota. Uma observação importante é o por quê dessa faixa larga em cima: são os idoso que nasceram no período que começou a preocupação com a qualidade de vida entre outros fatores (baby boom).
Como visto, uma das formas de fazer um "raio X" da população é pela faixa etária (com as pirâmides), outra forma é pelo gênero: as mulheres acabam vivendo mais pois se preocupam mais com a saúde, alimentação, etc. Entretanto, existem alguns fatores que vão contra a mulher, como a cultura, na China, que favorace os homens.
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