Sistemas Genitais:
Antes de estudar os sistemas genitais, é importante entender suas origens. A partir da sétima semana, o feto começa a desenvolver o sistema genital e é aí que começa a diferenciação entre os sexos. Apesar de ser por volta da sétima semana que o sistema reprodutor se desenvolve, é só, aproximadamente, na décima segunda semana que o sistema genital masculino ou feminino fica evidente, sendo possível determinar o sexo da criança. Na sétima semana, o feto forma as gônadas indiferenciadas, o ducto müleriano (paramesonérfico) e o ducto wolffiano (mesonéfrico). Na imagem abaixo é possível identificar tais estruturas, que são iguais tanto para o sexo masculino quanto para o feminino.
O que vai fazer a diferenciação é o cromossomo "Y", do homem (XY). Esse cromossomo entra em ação com o gene sry, que possui a proteína para produção de AMH e testosterona. As gônadas indiferenciadas se transformam em testículos, no homem, e em ovários, na mulher. O hormônio AMH (anti-müleriano) faz com que o ducto müleriano se degenere e a testosterona (depois de se transformar em diidrotestosterona) faz com que o ducto wolffiano se transforme em epidímos, canais e glândulas masculinas. No caso das mulheres (XX), como não possuem o cromossomo "Y", não produzirão o AMH nem a testosterona, portanto o ducto müleriano continuará lá, dando origem às tubas uterinas, ao útero e à vagina superior, e o ducto wolffiano se degenerará.
Duas definições relacionadas com o sistema genital e que contém o significado deturpado quando utilizado no dia-a-dia são hermafrodita e pseudo hermafrodita. O hermafrodita possui tanto o testículo quanto o ovário (dois tecidos), já o pseudo hermafrodita possui testículo ou ovário, entretanto possui genitálias com características masculinas e femininas ou do sexo oposto ao da gônada que possui. Um exemplo de pseudo hermafroditismo seria o de um homem que possui testículos (na parte abdominal, onde ficariam os ovários) e a genitália feminina.
Sistema Genital Masculino:
O sistema genital masculino é composto de alguns órgãos externos e outros internos. Dentre os internos, destacam-se os testículos, que ficam dentro do saco escrotal. Os testículos são as gônadas masculinas e produzem andrógenos (que são os hormônios sexuais masculinos) e os espermatozoides (gameta masculino). O principal motivo pelo qual os testículos ficam na bolsa escrotal é a menor temperatura em relação ao corpo, que é um fator muito importante na produção de espermatozoides (dentro dos chamados túbulos seminíferos). Uma anomalia que pode ocorrer é a chamada criptorquidia, que é quando os testículos não descem para a bolsa escrotal (como visto anteriormente, os testículos e o ovário são criados a partir das gônadas indiferenciadas, entretanto os testículos ficam na parte externa do corpo e os ovários na parte abdominal). Abaixo segue a trajetória do espermatozoide, desde sua formação até a fecundação:
- Espermatozoide: são os gametas masculinos que se formam nos testículos, mais especificamente no interior dos túbulos seminíferos. O processo de produção dos espermatozoides é chamado de espermatogênese e é estimulado pela testosterona (andrógeno produzido pelas células intersticiais/Leydig, também nos testículos). A espermatogônia (2n) sofre mitoses diariamente e em determinado momento transforma-se em um espermatócito I (2n). Esse espermatócito I vai sofrer meiose. Após a primeira divisão, origina os espermatócitos II (n). O espermatócito II (n) termina a meiose, dando origem às espermátides (n) que se transformam, finalmente, no espermatozoide (n). A imagem ao lado ilustra bem o processo e ainda especifica o nome de cada processo (é importante saber!). Se a imagem está pequena, procure na página 38 do livro "Biologia Complementar" do Lasneaux, que lá tem ela ampliada. Depois da formação dos espermatozoides (n), eles são nutridos pela célula de Sertoli (2n) que fica dentro dos túbulos. O espermatozoide é dividido em flagelo (movimentação), acrossomo (enzimas digestivas que facilitam sua penetração)e o condrioma (várias mitocôndrias), só lembrando que eles não têm citoplasma (ficam mais leves).
- Epidídimos: é a estrutura formada a partir do ducto wolffiano que fica em cima de cada testículo. É um emaranhado de tubos que se fundem em um só. Sua maior função é fazer a maturação do espermatozoide (não tem nada a ver com a maturação da espermatogênese!), ou seja, sua aquisição de flagelos, além do seu armazenamento. Um problema ocorre se o indivíduo fez vasectomia ou quando passa anos sem manter relações sexuais: o seu sistema imunológico produz anticorpos contra os espermatozoides, o que torna o indivíduo infértil.
- Canal deferente: estrutura também formada a partir do ducto wolffiano que transporta os espermatozoides dos epidídimos até a próstata. Esse transporte ocorre por meio de contrações musculares desse canal. Há uma parte, denominada ampola, que concentra os espermatozoides antes da ejaculação e recebe o líquido das vesículas seminais.
- Vesículas seminais: produzem a secreção que junta-se aos espermatozoides. Essa secreção é de extrama importância, pois, como dito anteriormente, o espermatozoide perde o citoplasma, então obtêm energia (nutrientes, como a frutose) a partir dessa secreção.
- Próstata: fica abaixo da bexiga e também lança uma secreção que se junta aos espermatozoides e ao líquido lançado pelas vesículas seminais, formando então, o sêmen. Enquanto a principal função do líquido das vesículas era nutrir, a secreção prostática é viscosa e alcalina, a fim de proteger os espermatozoides da acidez da vagina.
- Glândulas bulboretrais: ficam logo abaixo da próstata e lançam, pouco antes da ejaculação, uma secreção que tem como principal função limpar e lubrificar a uretra (a urina é ácida, então muitos espermatozoides morreriam ainda na uretra).
- Pênis: é o orgão copulador masculino. Composto pelo corpo e glande (na parte anterior). Logo abaixo da glande estão as glândulas balânicas, que produzem o esmegma, que serve para lubrificar. Uma "anomalia" que pode ocorrer no pênis é a fimose, que acontece quando o prepúcio impede a exposição da glande, portanto impedindo sua higienização. Sem a higienização o esmegma produzido pelas glândulas balânicas não é retirado criando um ambiente propício para reprodução bacteriana.
- Controle hormonal: todos os hormônios sexuais são derivados do colesterol. Os hormônios são controlados pela hipófise, que fica no cérebro. Por causa de um comando do hipotálamo a hipófise libera o LH e o FSH. Essas duas substâncias agem nos testículos. O LH age nas células intersticiais, ou seja, na produção da testosterona e o FSH age no processo de espermatogênese. A testosterona também influencia aumentando a espermatogênese, além de controlar a própria quantidade (feedback - quando há grande quantidade de testosterona, esse hormônio inibe o LH, ou seja, sua produção, até que a concentração diminua). A testosterona também desenvolve as características sexuais primárias (formação do sistema genital) e secundárias (libido, crescimento do pênis e dos testículos, alargamento dos ombros, etc.). Os anabolizantes possuem testosterona (ou de cavalo ou de boi) que causam aumento na massa muscular, entretanto acaba inibindo a produção de testosterona humana, visto que já há testosterona suficiente no organismo, assim, acaba não exercendo todas as funções, por isso há a atrofiação do pênis, diminuição do impulso sexual, etc.
IMPORTANTE: como ainda falta bastante tempo para a prova, o Chico decidiu separar o conteúdo. Essa primeira parte (origens do sistema genital e o começo de sistema genital masculino, até pênis, eu acho) não vão cair na prova e sim em um teste que ele vai fazer nessa sexta (24/08). O resumo acima possui todo conteúdo do teste e o começo do conteúdo da prova.
Nenhum comentário:
Postar um comentário