Immanuel Kant:
Kant é um filósofo de transição entre o iluminismo e o idealismo. Durante sua vida ainda estava de pé aquela velha discussão entre empiristas e racionalistas: uns diziam que o conhecimento era derivado totalmente das experiências e outros diziam que todo o conhecimento era inato e já estava presente desde o nascimento do indivíduo. Com o intuito de por um fim a essa briga, Kant elabora seu criticismo (conhecido como criticismo kantiano) em seu livro "A Crítica da Razão Pura". Para ele tanto os empiristas quanto os racionalistas estavam errados (mas não totalmente). O conhecimento derivava de uma junção das experiências com a racionalidade, inerente ao homem.
Para explicar melhor, ele define que o conhecimento é dividido em duas partes, a a priori e a a posteriori. A primeira parte refere-se a algo já presente em todos nós (seu lado racionalista) e a segunda faz menção a algo adquirido depois de uma experiência (seu lado empirista). Uma metáfora que torna mais fácil o entendimento do criticismo é o seguinte: um copo vazio representa a a priori, com várias marcações (ml), que são tempo, espaço, causalidade, etc. que são as formas do conhecimento; a água colocada lá dentro, em seguida, representa as experiências que são a matéria do conhecimento. O que o diferencia dos filósofos anteriores é o fato de que ele trabalha com matéria e forma ao mesmo tempo. Para compreender o mundo, experiências são necessárias, entretando de nada adiantam se não houver formas para organizá-las (que já são inerentes ao homem). Com base nos conceitos de a priori e a posteriori são elaborados os juízos. O analítico a priori é simplesmente a análise do objeto, como falar que um carro tem 4 rodas, é algo óbvio que não acrescenta nada. O sintético a posteriori não é óbvio, algo é acrescentado após a experiência, como dizer que o carro é preto. Por último, o sintético a priori, que é o mais importantes (na opinião de Kant), é uma informação obtida antes da experiência. Esse último juízo é o papel da matemática, física, etc. Um exemplo de sintético a priori é a previsão do tempo, pois de que adianta dizer que haverá uma tempestade depois que ela já ocorreu (como o sintético a posteriori faria)?
Kant também contribuiu com a moral, elaborando o Imperativo Categórico. Essa moral racional kantiana consiste em uma verdadeira "regra de boa convivência". Antes de agir, um indivíduo deve pensar como se fosse a sociedade inteira, ou seja, perguntar-se se ele gostaria que as outras pessoas fizessem o mesmo. Um exemplo seria o de alguém andando de carro na W3 à noite; essa pessoa depara-se com um sinal vermelho e decide furar, visando sua segurança; deve, todavia, pensar se gostaria que todas as pessoas fizessem o mesmo, sem exceção; caso a resposta seja positiva, ela pode passar, caso contrário, não.
Esse filósofo é o responsável pela chamada Revolução Copernicana na Filosofia, pois mudou o centro de estudo, que antes era o objeto, e agora passa a ser a razão, os conceitos a priori. Por causa disso diz que vivemos em um mundo não necessariamente real, pois o mundo que vemos é subjetivo e restrito aos nossos sentidos, enquanto o mundo real (objetivo) é algo muito mais amplo. Ao observar o mundo percebemos tudo de uma forma já alterada por nossos sentidos.
O tema do meu grupo no trabalho de filosofia foi Kant, então segue abaixo o link da apresentação de slides, caso vocês queiram: http://prezi.com/xo0igxn0_pjw/kant/.
Para explicar melhor, ele define que o conhecimento é dividido em duas partes, a a priori e a a posteriori. A primeira parte refere-se a algo já presente em todos nós (seu lado racionalista) e a segunda faz menção a algo adquirido depois de uma experiência (seu lado empirista). Uma metáfora que torna mais fácil o entendimento do criticismo é o seguinte: um copo vazio representa a a priori, com várias marcações (ml), que são tempo, espaço, causalidade, etc. que são as formas do conhecimento; a água colocada lá dentro, em seguida, representa as experiências que são a matéria do conhecimento. O que o diferencia dos filósofos anteriores é o fato de que ele trabalha com matéria e forma ao mesmo tempo. Para compreender o mundo, experiências são necessárias, entretando de nada adiantam se não houver formas para organizá-las (que já são inerentes ao homem). Com base nos conceitos de a priori e a posteriori são elaborados os juízos. O analítico a priori é simplesmente a análise do objeto, como falar que um carro tem 4 rodas, é algo óbvio que não acrescenta nada. O sintético a posteriori não é óbvio, algo é acrescentado após a experiência, como dizer que o carro é preto. Por último, o sintético a priori, que é o mais importantes (na opinião de Kant), é uma informação obtida antes da experiência. Esse último juízo é o papel da matemática, física, etc. Um exemplo de sintético a priori é a previsão do tempo, pois de que adianta dizer que haverá uma tempestade depois que ela já ocorreu (como o sintético a posteriori faria)?
Kant também contribuiu com a moral, elaborando o Imperativo Categórico. Essa moral racional kantiana consiste em uma verdadeira "regra de boa convivência". Antes de agir, um indivíduo deve pensar como se fosse a sociedade inteira, ou seja, perguntar-se se ele gostaria que as outras pessoas fizessem o mesmo. Um exemplo seria o de alguém andando de carro na W3 à noite; essa pessoa depara-se com um sinal vermelho e decide furar, visando sua segurança; deve, todavia, pensar se gostaria que todas as pessoas fizessem o mesmo, sem exceção; caso a resposta seja positiva, ela pode passar, caso contrário, não.
Esse filósofo é o responsável pela chamada Revolução Copernicana na Filosofia, pois mudou o centro de estudo, que antes era o objeto, e agora passa a ser a razão, os conceitos a priori. Por causa disso diz que vivemos em um mundo não necessariamente real, pois o mundo que vemos é subjetivo e restrito aos nossos sentidos, enquanto o mundo real (objetivo) é algo muito mais amplo. Ao observar o mundo percebemos tudo de uma forma já alterada por nossos sentidos.
O tema do meu grupo no trabalho de filosofia foi Kant, então segue abaixo o link da apresentação de slides, caso vocês queiram: http://prezi.com/xo0igxn0_pjw/kant/.
Ética e Moral:
É inerente ao homem julgar algo como sendo correto/justo/bom. Para isso embasa-se em seus valores, moral e ética. Entretanto tais pilares podem variar de cultura para cultura ou de época para época e é por isso que estudamos a ética em diferentes estágios da história. Começando com a ética platônica, seguida pela aristotélica, cristã e kantiana (são só essas que caem na prova).
Para Platão o ser humano possui alguns tipos de alma dentro de si, dentre essas, uma se sobressai. Nos filósofos se destacava a alma da razão e por isso, em sua opinião, deveriam ser esses os governantes, visto que conseguiriam se aproximar mais do mundo das ideias e assim perceber a verdadeira essência da coisas. Essa percepção diferenciada dos filósofos fazia com que tomassem decisões mais corretas baseadas em valores melhores.
Aristóteles dizia que o ser humano deveria buscar sempre a felicidade e para isso, não deveria prender-se aos extremos e sim, buscar o equilíbrio/meio-termo. Todavia, para chegar a esse estado o hábito é fundamental, portanto o que torna alguém virtuoso é o hábito.
A moral cristã é parecida com a aristotélica, só que essa felicidade é atingida quando se segue a vida proposta por Deus.
Por último vem a moral kantiana, que é o imperativo categórico (já descrito acima)!
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